Cais do Sertão.

O Cais do Sertão é muito mais do que uma homenagem ao mestre Luiz Gonzaga, é um local dedicado à história do Sertão. E isso, claro, envolve o Gonzagão. Fica localizado na Avenida Alfredo Lisboa, no Recife Antigo, alguns metros após a entrada para a Praça do Arsenal. Não tem como errar.

Pra iniciar o passeio, começo falando da arquitetura. Todo revestido de madeira, o prédio chama a atenção de longe por parecer uma caixa gigante de papelão. Na entrada tem um pequeno pátio repleto de sombra e ar fresco (o que torna o ambiente de conversação ainda mais aconchegante).

Ao entrar, um guia lhe convida para assistir vídeos que são reproduzidos de 30 em 30 minutos. Como estava com um pouco de pressa, não deu pra assistir. Fui logo para o pátio principal.

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O museu é um espetáculo de raridades e interatividade, que vai desde roupas de couro utilizadas por cangaceiros a instrumentos pessoais do rei do baião. Imagens, vitrolas antigas, karaokê ilustrado, túnel espelhado, etc. Segue abaixo as fotos:

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O térreo tem as maiores atrações. Muitas fotografias espalhadas pelas paredes, vários áudios, antigas revistas ou jornais, e a simulação de uma casinha de interior. Essa parte é incrível!

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Uma atração à parte são os peixinhos do pequeno riacho. Eles ficam abrindo a boca o tempo inteiro e confesso que achava que eram piranhas, mas os instrutores disseram que não (eles também disseram o raça, mas esqueci o nome).

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Partindo para o primeiro andar, você encontra vídeos com alguns depoimentos, o karaokê e a escola de música.

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No caminho de saída tem um hall com outras várias roupas expostas. Como elas ficam montadas tipo em manequim, muitas imagens vêm à cabeça. Imagens de documentários que vi na infância/adolescência sobre o Sertão.

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Mais um passeio em Recife que vale demais a pena levar a família. É daqueles entretenimentos que leva horas caso você decida ler/ouvir tudo o que está disponível. Mais informações, no site www.caisdosertao.com.br

Analu Atelier de Doces.

Sou apaixonada por açúcar. Daquele tipo de pessoa que dá tanta importância à sobremesa quanto ao prato principal. A dica dessa semana é especialmente para quem é fascinado por doces, assim como eu.

Já tinha ouvido falar do Analú Atelier de Doces, localizada em Boa Viagem, e, essa semana, tive a oportunidade de conhecê-lo. O ambiente é um charme! Colorido, aconchegante, com uma decoração que lembra casa de vó.

Além de doces, o estabelecimento dispõe de várias opções de salgados deliciosos, a exemplo da Quiche de Peito de Peru e Cebola Caramelada. D-I-V-I-N-A! Derretia na boca, e a combinação dos sabores era maravilhosa. O valor da quiche é de R$8,50.

Confesso que a parte mais difícil foi decidir qual das opções de doces iria provar. Primeiro, porque todos eles eram muito bem apresentados e davam água da boca. Segundo, porque eles eram diferenciados, sempre com um detalhe que eu ainda não havia visto em outro lugar. Tinha cupcake de Ovomaltine, tiramissú, cupuaçu, goiaba, morango, bem casado, dentre outros. Tortinhas de vários sabores, mini cheesecakes que pareciam deliciosas, além de uma torta alemã com base de brownie que terei de voltar lá para prová-la, afinal, diante da dúvida, optei por degustar o doce mais pedido da casa: Red Velvet.

Trata-se de um tradicional bolo americano – Bolo Veludo Vermelho. É recheado com cream cheese frosting e geléia de frutas vermelhas. Acho que foi o bolo mais molhadinho que já provei na vida. A fatia era muito bem servida, a combinação dos sabores, maravilhosa, além de a particularidade da sua coloração tornar o bolo lindíssimo. Uma ótima opção para bolo de aniversário. O valor da fatia custa R$10,00 e, o bolo para encomenda custa R$ 98,00. Fora isso, o atendimento é excelente e vale a pena fazer uma visita.

Para achar a Analu nas redes sociais, basta curtir no Facebook e seguir no Instagram.

Plinio Varjão.

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No meio da Ladeira da Misericórdia tinha um blues.
De macacão e óculos escuros.
Com violão afinado ou não.

Com poesias ou loucuras, ele cria uma canção.
Com simpatia ou grossura, ele prende sua atenção.

“Eu vivo na rua pra viver da música.
Eu crio loucuras pra ganhar meu pão”.
Senhoras e senhores, este é Plinio Varjão.

Paço do Frevo.

Nunca tinha visitado o Paço do Frevo e resolvi dar uma geral por lá. Fica no Recife Antigo, em frente à Praça do Arsenal, e conta com um acervo belíssimo da história do Frevo. A entrada custa R$ 6,00.

Térreo • Já te conquista pelo vermelho vivo e o nome Frevo estampado em todos os lugares, além de uma lanchonete super fofa. Começando o passeio, um corredor apertadinho te surpreende com antigas fotografias do carnaval e vários livros falando das épocas carnavalescas.

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1º Andar • Algumas salas reproduzindo vídeos e informações. Porém, a que mais me chamou a atenção foi a que continha alguma coisa que parecia de verdade. Hahaha! Desculpem, mas eu não entendo de efeitos especiais, apenas passei perto de pagar um mico de quase falar com o cara da barraca (até meu amigo Walber me alertar que era de papelão).

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2º Andar • O mais lindo de todos, repleto de várias fotografias clássicas, estandartes antigos, textos de poetas pernambucanos… um banho de cultura. E quando estava indo embora, um dos funcionários pegou uma sombrinha e fez um monólogo belíssimo.

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Considerações finais: é um passeio simples, curto, mas pode se tornar longo caso você decida apreciar tudo com calma (e vale demais a pena). Recife tem muita história e fico feliz por esses museus estarem sendo criados. Que venham muitos outros! :)

Casa de Tonho.

Para quem gosta de cozinha regional, a dica desta semana vai para o restaurante Casa de Tonho em Bairro novo, Olinda. Um ambiente bem colorido, decorado com namoradeiras na janela, paredes que fazem lembrar as construções de pau a pique, e claro que também não poderia faltar aquele forrozinho pé-de serra para completar o clima. – Por um instante me peguei até desejando uma pista de dança entre as mesas do restaurante. Ai de quem estivesse do meu lado, não teria escolha!

Até pra quem não é exatamente um amante da culinária regional nordestina, ao entrar no Casa de Tonho é bem provável que sua fome por tapioca e cuscuz surja inesperadamente. O cardápio dispõe de várias opções de tapiocas – doces e salgadas, cuscuz de milho e de massa de mandioca, sanduíches, sopas, pastéis e sobremesas.

Optei pela Tapioca “Invocada”, com coco, queijo coalho e charque desfiada. Bem apresentada e deliciosa. Preço do prato: R$ 9,00.

Para sobremesa resolvi sair do tradicional. Sou apaixonada por cartola e sempre preferi o jeito clássico de servir essa sobremesa. Dessa vez arrisquei prová-la com calda de chocolate e castanha. Estava simplesmente divina. Custou apenas R$ 7,00.

Além do serviço à la carte, o local também conta com buffet para almoço, explorando ainda mais os sabores regionais.