Entre pessoas.

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Se um dia alguém me perguntar o que é mais legal numa viagem, esta será uma resposta extremamente difícil. Porque quem decide visitar um novo lugar não faz ideia da quantidade de informações que trará de lá. O pensamento é sempre apenas se encantar com a beleza do local. Porém, existe muito mais do que isso.

Sempre achei que o impacto cultural ou social só aconteceria em diferentes países, devido à divergência de leis e regras. Mas fui surpreendido quando cheguei em cidades próximas e as pessoas agiram completamente diferentes. E o que rege todas essas atitudes distintas? A câmera fotográfica, claro. Esse pequeno instrumento tem o dom de aproximar ou afastar pessoas em frações de segundos. Basta pendurá-lo no pescoço que automaticamente os olhares já se conectam a você: uns repreensivos e outros extremamente acolhedores.

Meu espírito sente a necessidade de estar entre pessoas e a fotografia só impulsionou esse instinto. Quando ofereço uma foto ou alguém me aborda perguntando onde irei postá-la, tenho a oportunidade de saber uma pouco sobre várias vidas e isso é definitivamente encantador. Por isso meu único conselho quando você decidir viajar é: compre uma câmera. E dentro desse conselho dou uma dica: doe fotografias. Fazendo isso você ficará na memória de várias pessoas pra sempre.

Praia de Gaibu e Praia de Calhetas.

Nesses últimos dias fui à praia de Gaibu e logo em seguida à praia de Calhetas, ambas no litoral pernambucano. Em alguns momentos o tempo não estava muito bonito, mas depois melhorou bastante.

Vou começar por Gaibu, que é uma praia pequena, simples, sem muitos atrativos na minha opinião. O que não significa dizer que se trata de uma praia feia ou suja. Não mesmo! Areia branquinha, ondas calmas e tranquilas, salva-vidas por toda parte (pelo menos nos dias em que estive por lá).

O que separa uma praia da outra é uma rocha. Ou você segue pela estrada e escolhe uma das entradas, ou faz uma mini-escalada pela pedra e chega rapidinho em Calhetas. Vou postar primeiro as fotos que fiz em Gaibu. Segue abaixo:

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Escalada a rocha, chego na praia mais bonita do Estado: Calhetas. Não é uma ilha, mas eu prefiro chamá-la assim por ser tão linda e paradisíaca. Não vou me alongar nas palavras pra deixar vocês tirarem suas próprias conclusões. :)

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Ir embora de Calhetas foi triste demais. Principalmente porque além de toda a beleza que a Natureza oferece, as pessoas foram extremamente simpáticas. Coloque no roteiro de suas viagens e prepare o cartão de memória, pois você não vai parar de clicar um minuto sequer. :)

Até breve, pessoal!

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Guto.

IMG_8479 Gutemberg Vicente ou Guto, como é naturalmente conhecido, é natural de Recife e atua em convenções de tatuagem profissional em vários estados do Brasil. Em breve, participará de um evento na Europa. Aos 40 anos, ele pratica a arte da tatuagem há mais de uma década. Mas foi quando jovem, aos 14 anos de idade, que descobriu a paixão pelo surf e pelo skate, esportes que pratica até hoje. Seu tema favorito para os desenhos é preto e sombra. Tema bem exposto nos desenhos em seu corpo.

Praia do Paiva.

A Reserva do Paiva é um presente pra quem curte tranquilidade. Além da super organização e da simpatia de todos que gerenciam o local, você ainda ganha de bônus a Praia do Paiva.

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Deserta e paradisíaca, tudo nela acontece em total harmonia. Uns pontos são totalmente vazios (bom pra quem quer aproveitar a calmaria da natureza), outros já viraram pontos de surf (o que também é ótimo pra quem gosta de fotografar). Eu escolhi um local que possibilitasse fotos boas pra postar. Logo, fui para a parte recheada de surfistas; e não me arrependi. O tempo estava meio chuvoso, mas nem isso tirou a beleza do local. Confiram as fotos abaixo:

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Enquanto os surfistas se preparavam, um cachorrinho roubou a cena e permaneceu nela até o momento em que fui embora. Um Husky Siberiano super fofo se divertia esperando ondas. :)

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Abaixo tem duas imagens que reforçam o que disse no começo do texto: que algumas áreas são repletas de surfistas. Olha quantos pontinhos pretos lá trás. Hahaha

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OBS: o pedágio de entrada custa R$ 5,00 durante a semana e R$ 7,40 nos sábados e domingos.

Confira mais imagens aqui.

Sebastião Oliveira.

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Numa manhã ensolarada de domingo, lá estava eu curtindo uma prainha (o que não é de costume, pois sou meio avesso temperaturas quentes demais. Por isso vou sempre à tarde). Enquanto tomava meu banho de sombra, esse camarada chegou perto pedindo permissão para apresentar seus repentes. O esquema vocês já conhecem: chega, toca, troca 10 minutos de prosa, e recebe as moedinhas. Mas com Seu Sebastião foi diferente.

Sebastião Oliveira, 84 anos. Corre, pula e viaja pelo Brasil com sua viola. Estimativa de vida revelada pelo próprio, com base em sua disposição: 120 anos, no mínino. Isso foi o que pude concluir de quase uma hora de conversa com esse violeiro viajante. Além de falar sobre suas tocadas pelo país, disse o quanto viver de música é complicado; ninguém valoriza a arte verdadeiramente bem feita.

Não sabia ele que estava falando com quem sabe bem o que é isso.